Você anda feliz com o que faz?

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Você anda feliz com o que faz?

 

Na era em que ser feliz se tornou uma condição obrigatória, quase tudo tem sido feito na busca incessante pela felicidade. E diga-se de passagem, ser feliz em todos os nossos papéis é um desafio que vai além do desafio anterior que era o de conciliá-los e equilibrá-los. Ao assumir que somos um ser integral, que integra todas as dimensões dos nossos papéis (social, familiar, espiritual, emocional), ser feliz integralmente exige um esforço maior ainda,  antes que possamos alcançá-la.

Ser feliz tem se tornado algo muito complexo, que envolve uma série de fatores e circunstância externas e internas, que uma vez combinados tem adiado o encontro com a felicidade. Tenho observado que para ser feliz, uma condição é essencial, e essencial é aquilo que não pode não ser. Essencial para alcançar a felicidade é a pessoa investir no seu autoconhecimento, processo este no qual ficamos cada vez mais próximos e conscientes de quem somos de verdade. Autoconhecimento é condição essencial se você está em busca de ser uma pessoa mais feliz. Saber exatamente o que te motiva, o que te desagrada, conhecer os seus limites, reconhecer suas competências e também ter uma clareza e consciência sobre suas fraquezas.

 

Por que no mundo atual, está cada vez mais difícil falar sobre fraquezas, estamos numa época em cada um só volta os holofotes de luz para si quando é para destacar suas conquistas e vitórias. Se nos dermos conta de que como diria o Cortella, não nascemos prontos, não precisaremos ter qualquer incômodo ao nos depararmos com as nossas imperfeições. Elas também fazem parte do nosso pacote existencial. Quanto mais nos conhecemos, maiores são as nossas chances de sucesso em nossas escolhas, por que delas sim, dependerá a nossa felicidade. Como temos feito as nossas escolhas? Elas refletem as nossas prioridades e os nossos valores?

Se estamos mais ou menos felizes do que gerações anteriores, eu não tenho certeza. Disto dependeria uma análise mais profunda de todas as mudanças que estivemos sujeitos ao longo da nossa vida. O que eu percebo é que queremos quase que por obrigação e merecimento incondicional, sermos felizes em todas as dimensões da nossa vida. Penso que nos tempos dos nossos avôs, se você já fosse feliz no casamento e na família, já era o bastante prá se sentir fortunado e feliz com a vida que tinha.

 

Estamos agora na geração que exige ser feliz no trabalho, que não se conforma mais em levar uma vida em que seja privado da plena satisfação no trabalho que exerce. Afinal, o trabalho foi elevado para uma posição demasiadamente grande na nossa vida. E neste ponto se faz importante discutir o que é trabalho e distingui-lo de emprego. Acontece que trabalho é fonte de vida, enquanto que emprego é fonte de renda. Às vezes você tem um e não tem o outro, e a felicidade então fica distante.  O ideal seria que nossas escolhas elegessem uma profissão ou algo a ser feito profissionalmente que além de ser fonte de renda, também fosse fonte de vida. Vida no sentido filosófico, como fenômeno que anima a matéria, que nos move e nos faz renascer todos os dias. E você, tem encontrado a felicidade no seu trabalho e no seu emprego? Anda feliz com o que faz?

Escrito por MARINA CAVALCANTI

1 comment

  • Marisa says:

    De fato, a busca da felicidade sempre foi um quesito fundamental na vida das pessoas, mas nos dias atuais tem se tornado algo predominante e obrigatório em todas as dimensões, principalmente no mundo corporativo.
    Penso que é preciso ter um equilíbrio e não exigir tanto de si para ter excelência em tudo, pois é preciso reconhecer que o Ser Humano é cheio de fragilidades, por isso, fazer as escolhas certas para que reflitam nossas prioridades e os nossos valores é uma boa alternativa de ser FELIZ.

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